cAFÉ De MADRUGADA
segunda-feira, 16 de maio de 2011
# 10:58 - onde está meu amigo imaginário?
Cinema...
... Risadas
Olhares...
Mãos...
Lábios...
Onde está meu amigo imaginário?
Tenho coisas a lhe contar, mas não o encontro mais! Pra onde ele foi, o que fizeram com ele, o que ele fez consigo mesmo?
Lágrimas...
(...)
Não lembro mais o seu nome, nem o seu olhar, seu tamanho... que roupa ele vestia?? Acho que uma camiseta azul - sei lá. Eu gostava de azul! Agora gosto de amarelo, laranja!
Será que ele tem uma dessa cor?
Preciso contar pra ele... do "porco aranha" (risos), e dos meus olhos...
Será que ele não confia mais em mim? Ou sou eu que não confio mais nele?
Será que ele tem uma camiseta amarela?
(...)
Está chovendo! Pelo menos na letra da música! Lembro dele!
Lágrimas...
"8, 9, 10... lá vou eu!"
Vou procurá-lo, e vou encontrá-lo.... "wherever you are"!
... Risadas
Olhares...
Mãos...
Lábios...
Onde está meu amigo imaginário?
Tenho coisas a lhe contar, mas não o encontro mais! Pra onde ele foi, o que fizeram com ele, o que ele fez consigo mesmo?
Lágrimas...
(...)
Não lembro mais o seu nome, nem o seu olhar, seu tamanho... que roupa ele vestia?? Acho que uma camiseta azul - sei lá. Eu gostava de azul! Agora gosto de amarelo, laranja!
Será que ele tem uma dessa cor?
Preciso contar pra ele... do "porco aranha" (risos), e dos meus olhos...
Será que ele não confia mais em mim? Ou sou eu que não confio mais nele?
Será que ele tem uma camiseta amarela?
(...)
Está chovendo! Pelo menos na letra da música! Lembro dele!
Lágrimas...
"8, 9, 10... lá vou eu!"
Vou procurá-lo, e vou encontrá-lo.... "wherever you are"!
Marcadores: pequeno album de família, scrapbook
terça-feira, 5 de abril de 2011
# 23:48 por trás daquelas árvores do bosque
Era somente ela, na companhia de um cachorro - um bem cuidado "rajadinho". Vivia naquela cabana há bons anos, apesar de que a relação de tempo naquele lugar era bem diferente. Conseguia calcular esse tempo a partir de transformações que observava em seu corpo. Tinha um autoconhecimento tão desenvolvido, que era capaz de notar um mínimo traçado novo em seu rosto.
Koumaya, esse era seu nome. Era negra, e tinha os olhos de um preto tão intenso como o açaí. Não sabia o significado de seu nome, dado pelos pescadores que antes viviam por ali.
A cabana era simples, daquelas de telhado de palha mesmo, e ficava logo depois da areia que se estendia pela beira mar. Todos os dias pela manhã, ela ia até a marca de água das ondas mais próxima de seu recanto, e recolhia as conchas que ali estavam. Tinha aquelas como presente, que vinha de bem longe. Costumava limpá-las com todo o cuidado, e guardá-las num saco feito com restos de redes de pesca.
Koumaya toda noite costumava cantar pra lua, agradecendo pelo escuro que chegava. Ela gostava dessa escuridão, se sentia segura e protegida.
[tentativas #1]
Koumaya, esse era seu nome. Era negra, e tinha os olhos de um preto tão intenso como o açaí. Não sabia o significado de seu nome, dado pelos pescadores que antes viviam por ali.
A cabana era simples, daquelas de telhado de palha mesmo, e ficava logo depois da areia que se estendia pela beira mar. Todos os dias pela manhã, ela ia até a marca de água das ondas mais próxima de seu recanto, e recolhia as conchas que ali estavam. Tinha aquelas como presente, que vinha de bem longe. Costumava limpá-las com todo o cuidado, e guardá-las num saco feito com restos de redes de pesca.
Koumaya toda noite costumava cantar pra lua, agradecendo pelo escuro que chegava. Ela gostava dessa escuridão, se sentia segura e protegida.
[tentativas #1]
Marcadores: scrapbook
terça-feira, 30 de novembro de 2010
# 13:36 (# 20:15 lembranças de um projeto de tango)
O que me lembro, é que tinha acordado, e o sol ainda não havia feito o mesmo. Pensei em fechar os olhos novamente, mas algo em cima do criado-mudo me chamava a atenção: uma rosa. Sozinha, em cima de um livro. Coitado, eu já não abria suas páginas há dias, e pelo menos agora, uma flor lhe fazia companhia. Já que eu fui covarde e não fiz o mesmo.
Peço licença, pra deixar essa flor um pouco de lado, e falar daquelas páginas impressas, que me eram prazerosas no começo, mas que por algum motivo, negligenciei esse prazer. É absurdo como coisas simples assim, deixam de fazer sentido em nossa vida, e as deixamos de lado como aquela camisa velha que não nos veste mais.
Eu me divertia com a história, eu me envolvia nos dramas dos personagens, eu passava noites em claro lhes fazendo companhia e, de repente, deixei descansando sobre o criado. Ah, esquece! Voltemos a flor.
Aquela rosa também era solitária, principalmente porque eu não me lembrava dela. Na noite passada eu havia deitado sem ela ali em cima, e já fazia um bom tempo que ninguém passava por ali. As pessoas de minha vida tinham sumido, desde o momento em que sumi da vida delas também.
Mas o que a flor fazia ali? Sozinha, só ela e o livro! E era vivaz, alegre. Tinha o prazer de estar ali sozinha, e seu vermelho era uma intensa felicidade, pelo simples fato de ser uma flor. Não tinha espinhos, nem folhas. Era apenas um caule, com um botão na ponta.
Eu fiquei um tempo, com meus olhos fixos em cada um de seus detalhes. - Quem foi que te deixou aqui? Por que? Se ao menos você pudesse me responder, talvez eu conseguiria fechar os olhos novamente, e esperar que o sol acordasse.
Peço licença, pra deixar essa flor um pouco de lado, e falar daquelas páginas impressas, que me eram prazerosas no começo, mas que por algum motivo, negligenciei esse prazer. É absurdo como coisas simples assim, deixam de fazer sentido em nossa vida, e as deixamos de lado como aquela camisa velha que não nos veste mais.
Eu me divertia com a história, eu me envolvia nos dramas dos personagens, eu passava noites em claro lhes fazendo companhia e, de repente, deixei descansando sobre o criado. Ah, esquece! Voltemos a flor.
Aquela rosa também era solitária, principalmente porque eu não me lembrava dela. Na noite passada eu havia deitado sem ela ali em cima, e já fazia um bom tempo que ninguém passava por ali. As pessoas de minha vida tinham sumido, desde o momento em que sumi da vida delas também.
Mas o que a flor fazia ali? Sozinha, só ela e o livro! E era vivaz, alegre. Tinha o prazer de estar ali sozinha, e seu vermelho era uma intensa felicidade, pelo simples fato de ser uma flor. Não tinha espinhos, nem folhas. Era apenas um caule, com um botão na ponta.
Eu fiquei um tempo, com meus olhos fixos em cada um de seus detalhes. - Quem foi que te deixou aqui? Por que? Se ao menos você pudesse me responder, talvez eu conseguiria fechar os olhos novamente, e esperar que o sol acordasse.
Marcadores: scrapbook
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
# 20:53 um recomeço
"A arte pode ser um bom remédio para que consiga enxergar a beleza que existe na vida, em você e nas pessoas com as quais se relaciona."
Marcadores: recorte


